Infantil 5

Nesta turma, os vínculos entre as crianças se ampliam ainda mais, e esta convivência social mais intensa gera situações de conflito e disputas por espaço e brincadeiras, que sob o olhar das educadoras são incentivadas a usar a linguagem verbal para resolução dos impasses. Em geral, as crianças já reconhecem o valor dos "combinados" - acordos coletivos, e inclusive conversam com os amigos, que por ventura, esquecem de cumpri-los, e vale citar os jogos simbólicos muito apreciados pelas crianças, situações favoráveis para o saber lidar com os conflitos.

As crianças participam de brincadeiras e atividades que envolvem o correr, subir, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se e dançar a fim de ampliar, gradualmente, o conhecimento e o controle sobre o corpo e o movimento.

Nesta fase, as crianças adquirem maior precisão dos gestos, cada vez mais ajustados às situações reais e imaginárias e domínio das ações com objetos : uso do garfo nas refeições, manuseio seguro de lápis, pincéis e canetas.

Em relação às atividades de escuta sonora e musical, que continuam a ser incentivadas aparece o trabalho vocal e a sonorização de histórias.

As crianças são convidadas a apreciar a produção artística como desenhos, pinturas, esculturas, colagens, ilustrações, a observar alguns elementos constituintes da linguagem visual como: cor, forma e contrastes e participar de atividades de registros por meio da pintura, em que são manuseados diferentes tipos de tintas como guache, aquarela, anilina, diferentes suportes como papéis, chão, azulejo, madeira, tecido e variados instrumentos, lápis,pincéis, rolinhos, esponja, mãos.

Na composição dos jogos dramáticos, as crianças exercitam diversas capacidades criando figurinos para seus personagens, selecionando objetos que se adaptam ao contexto, estabelecendo diálogos com seus companheiros e improvisando a continuidade dos enredos, resgatando-se, assim a importância do trabalho em grupo.

O contato com a leitura e a escrita em situações concretas de comunicação é intensificado a fim de que as crianças avancem no processo da alfabetização.

Livros de diferentes gêneros e estilos literários são apresentados às crianças no cantinho da leitura, nas rodas de história, na ciranda do livro, entre outros momentos permitindo que as crianças tenham contato efetivo com a linguagem escrita, incorporando palavras e observando características dos discursos escritos em sua vida cotidiana e apropriando-se de porções de texto que se repetem nas histórias. Durante o manusear dos diferentes suportes, em especial os livros, têm oportunidade de comparar e diferenciar sua organização: capa, número de páginas, ilustrações, posição de uso, entre outras características.

De acordo Emilia Ferreiro, a criança estabelece muito cedo, hipóteses em relação à escrita: primeiro acha que pode ler desenhos; depois percebe que as letras existem para esse fim, e por último compreendem como usar essas letras para escrever. Neste sentido, temos observado que progressivamente a curiosidade das crianças pelas palavras surgem cada vez mais, nos questionando e solicitando auxilio para escrever palavras do seu cotidiano.

Em relação ao desenvolvimento do raciocínio lógico matemático, atividades relacionadas com contextos do mundo real são organizadas levando em conta a possibilidade das crianças serem desafiadas a quantificar - contar quantos elementos há em uma determinada coleção ou quantas pula em um brinquedo, fazer comparações entre quantidades e realizar operações simples. E ainda produzem registros espontâneos e convencionais para comunicar quantidades (escrita de numerais, registros de operações).

As educadoras apresentam situações em que as crianças são convidadas a explorar propriedades de objetos e figuras, como cor, superfícies e formas, facilitando a conquista de habilidades para descrever e representar pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência.

Por meio da observação, da experimentação, e da pesquisa, as crianças reconstroem sua concepção da realidade e suas possibilidades de intervenção, percebendo a participação do ser humano numa teia de relacionamentos.

Finalizando, ressaltamos que a criança não aprende somente por meio da repetição, ou da leitura e escrita, mas pelas múltiplas linguagens, gestos, brincadeiras, desenho, dança, música e manipulação de objetos artísticos inerentes no processo de apropriação do conhecimento.