Infantil 4

Observamos que as crianças nesta fase apresentam ampliação da autonomia, da própria identidade e da capacidade de expressão verbal, corporal e gráfica e os “por quês?” que aparecem em vários momentos, representam a oportunidade das descobertas e investigações.

Ao longo do ano, a dependência da mediação das educadoras diminui e a capacidade de expressarem-se verbalmente e resolverem os conflitos é mais frequente.

Em função de suas crescentes competências motoras, as crianças são estimuladas a avançar em sua independência para despir e vestir as roupas, posicionar-se no vaso sanitário, fazer a higiene, escovar dentes e lavar as mãos. Nesta etapa, uma educadora continua supervisionando a ação das crianças, orientando-as para que, ao longo do ano, possam realizar algumas dessas ações sem ajuda.

Os momentos de refeição representam ainda situações de negociações entre as educadoras e crianças e entre as próprias crianças no sentido de comer o que é apresentado no cardápio diário, com posionamento adequado, além de no segundo semestre iniciarem a transição de talheres, ou seja, do uso da colher para garfo e faca.

Além disso, novos desafios são propostos visando que aperfeiçoem as habilidades motoras: uso da tesoura, materiais diversos reutilizáveis, desenho com lápis de pontas mais finas e pintura com pincéis de espessuras variadas.

As vivências ligadas às artes visam desenvolver nas crianças as capacidades de ler e produzir imagens, de tal maneira que ampliem o conhecimento sobre o mundo e sobre a linguagem da arte. As crianças são convidadas a apreciar a produção artística - desenhos, pinturas, esculturas, colagens - nacional e internacional e a observar alguns elementos constituintes da linguagem visual como: forma e cor.

Espera-se que, ao longo do ano, as crianças usem o desenho para representar suas vivências e sejam capazes de nomear e de relacionar elementos desenhados. Objetiva-se, ainda, que valorizem suas produções, as de outras crianças e da arte em geral.

Perceber a importância de ouvir com atenção para conseguir diferenciar os sons e suas qualidades - altura, duração, intensidade e timbre, é uma das finalidades principais nos momentos dedicados à música. As crianças são levadas a apreciar obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, produzidas no Brasil ou em outros países. Pesquisam, também, informações sobre os compositores, ampliando, assim, os seus conhecimentos sobre essa linguagem.

No que diz respeito à produção musical, passam a usar a voz, os diversos objetos e os instrumentos musicais para se expressar de forma mais organizada.

Neste grupo, espera-se que as crianças, a partir das interferências pedagógicas, desenvolvam o raciocínio lógico-matemático e sejam capazes de reconhecer e valorizar os números, as contagens orais e as noções espaciais como ferramentas necessárias no seu cotidiano. No uso coletivo dos jogos de mesa como o da memória, e nas brincadeiras em equipe - piques, amarelinha entre outras, as crianças contam objetos, relacionam quantidades, resolvem problemas e registram resultados.

Espera-se, ainda, que as crianças avancem no domínio das noções temporais (ontem, hoje e amanhã) e comecem a conhecer as unidades convencionais de medida de tempo (dia, semana, mês, ano) por intermédio do uso do calendário.

Na composição dos jogos dramáticos, as crianças exercitam diversas capacidades simbólicas na medida em que criam figurinos, gestos e falas para seus personagens, selecionam objetos e estabelecem diálogos com outras crianças dando continuidade a enredos durante a própria vivência.

A literatura, como fonte de prazer e entretenimento, está presente em vários momentos da rotina, durante as rodas de história, nos cantinhos da leitura e também fazendo parte do projeto “Ciranda”. As crianças são convidadas a manusear diferentes portadores de textos como livros, revistas, encartes, receitas, jornais, entre outros e participam da leitura de diferentes gêneros de textos feita por leitores/adultos como contos, poemas, receitas, parlendas, entre outros, de forma a perceber a estrutura textual e a diferença entre a linguagem de conversação e a linguagem escrita.

Durante as rodas de conversa são desafiadas a refletir sobre os textos lidos à medida que escutam, fazem perguntas e dão respostas, experimentando, ainda, a possibilidade de reproduzir oralmente, a história escutada, relembrando fatos importantes.

A partir do contato com esses materiais, as crianças passam a incluir marcas da escrita, como sinais, letras nos seus desenhos e a interessar-se por escrever palavras, ainda que não de forma convencional.

Empenham-se para ler palavras escritas se tornando capazes de fazer análises quantitativas – número de letras e qualitativas - repertório de letras, estabelecendo diferenças e semelhanças entre as palavras, e durante a leitura de livros consideram as ilustrações para antecipar o conteúdo dos textos.